"Ninguém falou comigo.
Nada aconteceu.
Á parte todos os corriqueiros momentos de meu dia.
tormentos cotidianos.
dor de mundo meu.
Ninguem me disse nada!
Não o faríam.
escoro minhas costas doloridas na cadeira de meu dia.
-senta na calçada,menino anda escreve veloz!
Enxerga e decifra,contorna e adorna.
ninguem realmente.
É fato!
eu sou,fato e nada.
fato passageiro.
presente e fardo.
sim,corriqueiro.
nada aconteceu na praça naquele dia.
eu nem vi a lua.
a diária lua noturna.
camarada banco -verde.diga me por favor,sem embaço;
por que tanto me embaraço?
por que de tanta angustia?
é medo de outras praças?
o fato de nada acontecer,e deu eu nada fazer
á não ser,ser.influi?
sendo pensamos,e pensando voamos.
imaginação,dor de mundo.
que não muda e nem vai mudar.
Á não ser os sonhos que trago comigo.
(que nada tem á ver com a juventude)
nem tampouco com as inúmeras janelas que me debrucei.
ou os ventos vivídos.
nada acontece e é estranhamente paz.
agonia disfarçada?
oh,pêndulo....tic-tac-tic-tac...
tenho dor pela fome que não sinto.
receio pela mentira que não minto.
e pelo mundo enorme que nunca abraçarei.
-abarca a bola menino,com os pés!
dribles infantes.irresponsavéis.
saudade de infância pura.
dor de mundo dói.
não sou nada.
nunca o serei.
por que o dono da tabacaria sorriu?
-calma rapaz!
-acorde!
-o mundo é mau,e você não pode se disfarçar assim!
dor de mundo dói na alma.
e relembra o nada que somos.
escrever quase mata de vergonha e sono.
a vida é sobretudo encarregada de nos cegar.
e nos cega.
ninguem falou nada á mim.
que pensei,pensei...
a vida dobrava esquinas e encantava outros jovens como eu.
e eu,pensei,pensava:
por que o dono da tabacaría sorriu?"
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