Vamos me dê uma virgula poesia minha!
é noite.
é dia,poesía.
quero escrever e sorrir.
tem dia que num é pra ser.
nem dia sequer é.
é so passagem de tempo no grande vácuo.
no espaço torto.
tolo.
me dê uma virgula de motivo.
é sol.
é chuva.
somos nós.
vida!
eu,você e Deus.
(que preferiu sorrir de mim ao invés de me guiar.)
eu,você folha minha tão branquinha.
você meu pequeno lápis marrom.
nós,e uma vida.
um mundo.
nós e várias delas!
vamos escrever.
vamos lá!
to pendindo um motivo.
uma luz!
piração.
paranóia.
para-raios.
para-quedas.
para-pente!
e eu lá sei sobre o que escrever!?
morreu alguma coisa no dia de hoje.
ou adormeceu e amanha voltara?
por que não me avisou?
e se for demorar?
quero um parágrafo.
uma linha.
um começo.
um gran finale.
hoje tá difícil.
eu procuro na minha gaveta um poema.
um motivo pra escrever por horas.
um não-motivo para escrever por décadas!
como se escreve uma lágrima?
uma década?
um dízimo?
uma fração?
será que você vai demorar palavra minha?
será que se foi pra sempre?
volte de onde quer que esteja.
que o dia ta muito chato e quente!
as branquinhas amarelam-se
os lápis perdem as pontas.
e eu até tento sorrir(veja bem)
e também me sinto tonto.
oras não serei dramático,minha poesia.
sei bem,que amanha você volta.
so não me pregue sustos (por favor)
e quando voltar,bata á porta!"
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